Todas as emoções em uma só temporada

Em 12 meses, nossa vida pode passar por diferentes sensações. No futebol essa mistura de sentimentos se acentua muitas vezes. Desde a alegria por uma vitória até a decepção de uma eliminação precoce. Um ano que termina com um título nacional seria ótima para qualquer equipe. Porém para o FC Bayern o final da temporada 2016-2017 deixou um gosto de quero mais.

Antes de tudo, os números. Em 50 jogos disputados, contadas todas as competições oficiais, o Bayern venceu 36, empatou 7 e perdeu apenas 7. Fez 132 gols e sofreu 40. Robert Lewandowski foi o principal artilheiro com a incrível marca de 43 tentos! Em temos de amistosos e jogos de competições amigáveis, foram 9 partidas, com 6 vitórias, 2 empates (com uma vitória e uma derrota nos pênaltis) e uma derrota apenas, com 22 gols a favor e 9 contra.

Além do título da Bundesliga, (conquistado com três rodadas de antecedência em uma goleada por 6x0 contra o Wolfsburg no campo do adversário, com gols de David Alaba, Arjen Robben, Thomas Muller, Joshua Kimmich e dois de Lewandowski), no início da temporada também veio o título da Supercopa da Alemanha, após vitória por 2x0, fora de casa, contra o Borussia Dortmund, com gols de Arturo Vidal e Muller. E como complemento, também tivemos o título da Telekon Cup, torneio amistoso de meio de temporada conquistado em janeiro, após vitória por 2x1 contra o Mainz 05 em Dusseldorf, com gols de Franck Ribéry e Javi Martinez.

Porém a eliminação na UEFA Champions League nas quartas de final para o Real Madrid, em que pese a atuação decisiva do árbitro húngaro Viktor Kassai que validou dois gols em impedimento do time espanhol no jogo de volta disputado na Espanha, e a queda nas semifinais da DFB-Pokal com a derrota em casa por 3x2 contra o Borussia Dortmund deixaram uma sensação de que a temporada bávara poderia ser um pouco melhor.

No entanto, temos de considerar que esta foi a primeira temporada de Carlo Ancelotti no comando da equipe. A chegada do técnico italiano fez a equipe mudar um pouco seu estilo de jogo. Com Pep Guardiola como treinador, o Bayern jogava mais exposto, muitas vezes com 3 zagueiros, sendo um deles Lahm ou Rafinha saindo pelo lado direito, e com 4 jogadores no meio campo e principalmente, com a defesa muito avançada (ou alta, como é moda de se dizer hoje em dia).

Ancelotti tem um estilo mais seguro de jogo, com um posicionamento mais fixo de um ou dois volantes à frente da zaga. Na maior parte dos momentos, atuou no 4-2-3-1, com Xabi Alonso atuando ao lado de Vidal na cabeça de área. Porém no primeiro turno da Bundesliga e na fase de grupos, em muitos momentos, essa formação não funcionou. O time se revelava preso e sem muita imaginação para jogar de forma mais solta e dependia extremamente das jogadas individuais de Robben e os gols de Lewandowski para poder vencer. Não que seja algo ruim depender de grandes jogadores, todos os grandes times possuem essa ligação direta com seus craques e artilheiros (Barcelona e Real Madrid só para citar os exemplos mais conhecidos). Mas no primeiro semestre da temporada o futebol bávaro não apareceu com tanto brilho. 

Robert Lewandowski, artilheiro do FC Bayern na temporada 2016/2017

Após a parada de inverno porém o time teve atuações mais consistentes. Thiago Alcántara, que já tinha começado bem o ano, se firmou ainda mais no time titular. Tanto que foi o jogador que mais deu passes decisivos no terço final do campo (593) nesta temporada na Bundesliga. A equipe fez atuações primorosas, como as goleadas de 5x1 contra o Arsenal pelas oitavas de final da UEFA Champions League e nas acachapantes vitórias de 4x1 contra o Borussia Dortmund, 6x0 contra o Augsburg e 8x0 contra o Hamburgo, todas pela Bundesliga. 

Porém nem tudo foi perfeito. Algumas contusões prejudicaram demais o time na reta decisiva da temporada; Neuer, Boateng, Hummels e Ribéry sofreram demais com as lesões. No duelo contra o Real Madrid, após a expulsão de Javi Martinez o time não se encontrou e a derrota em casa por 2x1 foi até merecida e complicou demais a situação para o jogo de volta. Na semifinal da Copa da Alemanha contra o Dortmund, depois de estar vencendo por 2x1, a equipe tomou a virada e não teve força física para poder reagir.

No entanto não dá para desprezar o fato de que o time conquistou o inédito pentacampeonato alemão com incríveis 15 pontos de vantagem para o vice-campeão, o surpreendente RB Leipzig. Não é pouca coisa manter o domínio nacional com tamanha superioridade.

Para a próxima temporada já foram trazidos reforços para a defesa (Nicklas Sule) e meio campo (Sebastian Rudy), ambos vindos do Hoffenhein. Ainda falta uma grande contratação para o ataque (Alexis Sanchez talvez...) e mais um meia rápido para ajudar na chegada ao ataque. Mas creio ser muito possível afirmar que, com a manutenção de Carlo Ancelotti no comando técnico da equipe e da base vencedora dos últimos anos, podemos esperar mais vitórias e títulos para o Gigante da Baviera. 

Philipp Lahm e Xabi Alonso se despedem do futebol ao fim desta temporada.

Porém é preciso ressaltar que as despedidas de Xabi Alonso e principalmente Philipp Lahm também foram marcas dessa temporada que chega agora ao seu final (de quebra ainda o goleiro reserva Tom Starke também se aposentou). Fundamentalmente a saída de cena de Lahm faz com que uma lenda acabe de nascer na história e na memória dos torcedores do Bayern. Talvez a saída do capitão depois de 21 títulos ganhos pelo clube seja mais um desses pontos de sentimentos mistos que citei no começo do texto. Mas assim como existe a tristeza pelo término da carreira de um jogador tão brilhante como foi Lahm, ao mesmo tempo já surge a esperança de um futuro vencedor e brilhante que só alimenta a trajetória do FC Bayern.

Ao fechar este texto, quero agradecer a todos do site pelo convite e pela oportunidade de poder escrever um pouco sobre o Bayern e analisar as partidas da equipe. Espero poder continuar com vocês na próxima temporada e que ela seja sem tantos sentimentos opostos e sim de muitas alegrias e conquistas para todos nós! Um abraço!

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