Conheça Aline, a torcedora brasileira que presenciou os 5 gols de Lewandowski contra o Wolfsburg

Aline Lahm H. tem 43 anos e reside em Porto Alegre. Como o próprio nome pelo qual é conhecida já explicita, a torcedora bávara é fascinada por Philipp Lahm. Em breve conversa com o Bayern Brasil, Aline conta como começou a acompanhar o Gigante da Baviera, além de relatar um pouco da experiência de ter ido ao ilustre jogo contra o Wolfsburg em 2015, em que Lewandowski marcou 5 gols em nove minutos.

Eu torço pelo Bayern desde 09.06.2006. Me chamou atenção o sobrenome na tela da TV, então decidi torcer pelo time daquele garoto, Philipp Lahm. Acho que dei sorte. Às vezes ficava sabendo dos resultados... Mas acompanhar os jogos, assistir na TV, só depois de terem me ‘sacaneado’ na Copa de 2014: disseram que não iriam passar todos os jogos da Alemanha na TV ‘normal’ e me venderam um pacote de esportes. Mas nada que eu me arrependa, tanto que continuo assinante. Foi mais ou menos por essa época que descobri o Bayern Brasil no Facebook, e mais tarde no Twitter também.

 

Bayern Brasil: Philipp Lahm é seu jogador favorito ou você tem algum outro ídolo?

Aline: Para mim ele é o top de todos os tempos. Até porque eu admiro ele fora de campo também. É um homem digno, dedicado ao núcleo familiar, sério no que tange a assuntos de trabalho, inteligência muito acima da média e bastante comedido no modo de se comportar. Sem contar nos projetos que tem há anos com crianças e jovens.

Mesmo nas goleadas sinto falta do Maestro em campo... A elegância e a precisão ao tirar a bola de um adversário sem tocá-lo era algo lindo de se ver. Ele tinha tranquilidade para "acalmar" a bola (e o time todo e nós da torcida também). Em algum momento tenso e retomar o controle do jogo. Hoje temos jogadores habilidosos, mas nenhum que seja referência a quem recorrer como ele era.

Bayern Brasil: O que achou da volta de Jupp Heynckes como treinador?

Aline: Ele é realmente muito bom, pena não ter vindo um ou dois anos antes, né? Fez muita falta.

Bayern Brasil: Tratando-se do atual elenco, você tem algum jogador preferido?

Aline: Bem... Gosto muito do Lewandowski, por motivos óbvios, mas ele não é a cara do Bayern, e sim o Müller. Confio muito no Neuer, estou morrendo de saudade de vê-lo no time. Admiro a agilidade do Robben e do Ribéry, que ainda conseguem me deixar embasbacada. Isso fora a gurizada talentosa que tá tomando corpo. Mas nenhum tomo por "ídolo", entende?

Bayern Brasil: Você estava na Allianz Arena no jogo contra o Wolfsburg em 2015, certo? Como foi a sensação de estar lá?

Aline: Assisti-lo (Lahm) jogar ao vivo naquele estádio lindo sem uma tela de TV no meio foi a realização de um sonho.

Não levei câmera ou celular. Não registrei, senão na memória, os momentos e emoções que vivi ali. Tive a bandeira do RS com o escudo do Inter confiscada ao chegar e devidamente devolvida ao fim do jogo. Como só consegui ingresso no setor visitante, coloquei sobre a camisa do Bayern uma camisa de goleiro do Inter e ainda uma jaqueta preta pra cobrir as costas da camiseta. Estava escrito Lahm – 9, algo que certamente não seria bem-visto por torcedores de nenhum dos dois times.

Sofri com aquele gol do Wolfsburg e ao ver que as bolas do Bayern não estavam entrando. Eles precisavam virar, vencer o jogo... Não o tivessem feito eu teria saído dali frustrada me achando a bávara mais pé frio e azarada do mundo.

Felizmente, minha camisa número 9 deu sorte e Lewandowski me trouxe muita alegria e quaaaase uma confusão quando depois do quinto gol eu pensei alto "Vai a 7! 7 a 1..

Digamos que teve um sujeito grandão que botou seu braço tatuado no meu ombro e me avisou com um olhar ameaçador de alemão furioso que ele não estava achando graça nenhuma, tipo: "Baixa a bola AGORA".

Ah é... Eu tô na torcida visitante... Ups!

(Foto: AFP)

Outra curiosidade foi que levei uma camisa do meu time (Internacional) para entregar ao Philipp Lahm no treino. Assisti o treino até o final (os caras estavam tão longe que nem enxerguei, mas acho que ele foi embora e nem ficou pro treino) e começou uma garoa daquelas de molhar bobo. O povo deu uma dispersada, os jogadores todos foram direto pro vestiário e eu fiquei com a camisa dentro da sacola de papel totalmente sem saber o que fazer.

Aí dei um berro pro Rafinha (nem tchum, zupt pro vestiário) e fui de segurança em segurança com meu PhD em alemão tentando entregar a camisa e explicando que não a queria de volta, era presente para o capitão. E sim: provavelmente eu tenha dito 'Gift' e não 'Geschenk' naquela época...

E só depois que entreguei me toquei que o cara não ia entender absolutamente nada, receber do nada uma camisa II do ano anterior de outro time com o nome dele e um número 9 todo estilizado atrás.

Não pus sequer um bilhetinho. Até hoje não sei se foi entregue a ele ou se ele gostou, mas entreguei a camisa.

 

Além de acompanhar o Bayern de Munique, Aline também torce para o Internacional e faz questão de reforçar que participa desde 2014 da Força Feminina Colorada, primeira torcida organizada totalmente feminina a ser reconhecida pelo clube e ter uma banda.

TAGS: Entrevista Bayern de Munique Aline Lahm

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  • Posição: Atacante
  • Número: 9
  • No Bayern desde: Julho/2014
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